Inatividade Paranormal é uma piada de mau gosto

Pelo título já se pode afirmar que é mais um besteirol norte-americano. Baseado no filme Atividade Paranormal, franquia já saturada pelos estúdios cinematográficos, o comediante Marlon Wayans escreveu, produziu e atuou nessa paródia de fantasmas, sexo e preconceitos. Wayans é um bom comediante é já provou que consegue fazer o público rir, sem apelar para o ridículo, como em As Branquelas (2004) e Sem Sentido (1998).

Por outro lado, em Inatividade Paranormal a maior parte da comédia da história fica por conta de cenas de escatologia, envolvendo flatulências, fezes e orgias. O que salva o filme de ser um purgatório são as cenas cômicas de problemas de relacionamento entre o casal Malcolm (Wayans) e Kisha (Essence Atkins), que mostram ter um bom entrosamento em frente as câmeras.

O ponto de partida do filme é a mudança de Kisha para a casa do namorado e, para documentar o início da união, Malcolm decide gravar os momentos do casal, principalmente na cama. Com o objetivo de tranquilizar a namorada que começa a ouvir barulhos estranhos pela casa, ele instala diversas câmeras na casa. Assim, a história se desenrola com a participação de diversos coadjuvantes, que ao invés de acrescentar algo à historia, desandam o enredo de vez.

Um casal de amigos louco por orgias, um instalador de câmera mercenário e outro totalmente abitolado, para completar um padre presidiário e um médium gay. Esse é o elenco de apoio do filme que “brinca” com preconceito racial, homossexualismo e drogas de forma baixa e sem o menor pingo de escrúpulos. Apesar de parodiar em algumas cenas os filmes [REC], Bruxa de Blair e Último Exorcismo, a grande parte da história segue os acontecimentos de Atividade Paranormal até o final.

Sem surpresas ou cenas de destaque, Inatividade Paranormal atende a demanda de público que gosta de piadas bestas e que não necessitam pensar. O filme explora situações vexatórias e grosserias bizarras com o objetivo de zombar de tudo e de todos. Não acrescenta em nada e nem chega a ser uma paródia “terrir” como a franquia Todo Mundo em Pânico, no máximo pode ser comparar a A Saga Molusco e Os Vampiros que se Mordam

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Sobre Letícia Alassë

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, Editora e Crítica do blog Centro do Cinema e Translação de Culturas e idealista por convicção. Aos 27 anos tenta descobrir a melhor maneira para viver.

Publicado em 04/04/2013, em Crítica e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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