#Cinema | Últimas palavras do filme Minha Vida Sem Mim

Vida é drama. São momentos de alegrias e tristezas, prazer e agonia. No cinema, eu adoro assistir filmes de drama, poque é a vida e me proporciona momentos catárticos, ou seja, em que eu sofro ao me envolver com a história, reflito sobre a minha vida, mas não tenho que lidar com aqueles problemas.

Minha Vida Sem Mim (2003), de  Isabel Coixet, é um filme espanhol, mas falado em inglês, com Sarah Polley e Mark Ruffalo. Este filme é sobre vida, sofrimento e como lidar com os problemas. Suas últimas palavras são marcantes e, por isso, resolvi eternizar nesta publicação e despertar a curiosidade de quem ainda não assistiu ao filme o veja.

“Você reza para que essa seja sua vida sem você. Reza para que as meninas amem essa mulher que tem o mesmo  que você e para que seu marido também acabe amando-a. E para que eles morem na casa ao lado e as meninas brinquem de casinha no trailer e mal se lembrem da mãe delas que dormia de dia e fazia passeios de jangada com elas na cama.

Você reza para que tenham momentos de felicidade tão intensa que faça todos os problemas deles parecerem insignificantes. Você não sabe para quem está rezando, mas reza. Você nem sequer lamenta a vida que não vai ter porque você já estará morta e os mortos não setem nada e nem lamentam.”

Fita para Lee:

“- Meu querido Lee, quando receber essa fita saberá que estou morta. E, bem, tudo mais. Talvez você esteja zangado comigo, ou magoado ou triste ou chateado. Ou, talvez, isso tudo junto.

Saiba que me apaixonei por você. Não ousei lhe dizer porque creio que você sabia e eu não sabia que tinha tão pouco tempo. Se tem algo que não tive o bastante ultimamente é tempo.

A vida é melhor do que você pensa, meu amor.

Sei disso porque você se apaixonou por mim apesar de ter visto… Quanto mesmo, 10% de mim? Talvez 5%? Talvez se tivesse visto tudo não teria gostado de mim ou teria gostado apesar de tudo. Acho que jamais saberemos.

Uma última coisa, Lee, pelo amor de Deus, pinte suas paredes e compre uns móveis, está bem? Não quero que a próxima mulher que levar para casa fuja antes de ter a chance de conhecer você. Nem todo mundo é louca como eu.

Adorei dançar com você.”

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Sobre Letícia Alassë

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, Editora e Crítica do blog Centro do Cinema e Translação de Culturas e idealista por convicção. Aos 27 anos tenta descobrir a melhor maneira para viver.

Publicado em 02/01/2017, em Cinema e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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