Oz – Mágico e Poderoso: espetáculo visual, mas pouco conteúdo

Sam Raimi revisitou o clássico O Mágico de Oz (1935) com o objetivo de produzir uma história sobre o início da fama do poderoso feiticeiro. Em Oz – Mágico e Poderoso, o diretor conta com a nova tecnologia do cinema e o 3D para apresentar um lindo espetáculo visual para as belas paisagens de Oz, apesar de algumas vezes a junção com os personagens humanos soarem um pouco falsas

O filme tem um grande apelo infantil, com personagens bonitinhos e fofos, como a bonequinha de porcelana e o macaco alado. No entanto, o longa deve encantar muitos adultos que cresceram ouvindo a história de Dorothy e o caminho de tijolos amarelos. Com um pouco de curiosidade, os espectadores se envolverão na trajetória do mágico de pouca ética, Oscar Diggs (James Franco), para se tornar o famoso Oz e um homem melhor.

James Franco aceitou o desafio de fazer o anti-herói malandro, conquistador e carismático, o personagem lembra bastante os característicos papéis de Johnny Depp no cinema, no entanto, não encanta tanto quanto as performance de Depp. A comparação é inevitável por causa do jogo de expressões e discursos semelhantes, mas Franco não possui o mesmo carisma do interprete de Jack Sparrow. O jovem não prejudica o filme, mas outros atores poderiam ter mais empatia com o público.

O elenco possui três belas atrizes Rachel Weisz, Mila Kunis, como vilãs, e a Michele Williams, como uma princesa dos contos de fadas. Ninguém apresenta uma atuação de destaque, talvez o melhor em cena seja a voz de Zach Braf para o macaco com asas. Com mensagens bonitas sobre acreditar tonar as coisas possíveis, Oz – Mágico e Poderoso não tem uma trama envolvente como o clássico filme da década de 1930, por isso, é mais indicado ao público juvenil.

Num reino em guerra, a chegado do mágico à terra de Oz, vindo de uma tempestade no Kansas, é a única esperança do povo para uma vida de paz. Oscar não tem poderes, mas ele usa a sua grandiosidade humana para fazer as pessoas acreditarem nele: a bondade e a inteligência.  Oz – Mágico e Poderoso é uma grande produção, com forte apelo visual e roteiro correto, no entanto, é mais bonito do que bom.

Anúncios

Sobre Letícia Alassë

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, Editora e Crítica do blog Centro do Cinema e Translação de Culturas e idealista por convicção. Aos 27 anos tenta descobrir a melhor maneira para viver.

Publicado em 04/06/2013, em Cinema, Crítica e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: