A Grande Farsa do Aquecimento Global – Documentário

Desmentir uma informação amplamente divulgada e massificada entre os discursos populares não é uma tarefa fácil, na realidade, poucas pessoas percorrem esse caminho. O documentário britânico “A Grande Farsa do Aquecimento Global” (The Great Global Warming Swindle, 2007), no entanto, se apresenta como uma abra esclarecedora sobre os verdadeiros motivos do aquecimento global no mundo, contraponto o principal fator apontado pela mídia e pelo filme “Uma Verdade Inconveniente” (An Truth Incovenient, 2006), do ex-vice-presidente americano Al Gore: o dióxido de carbono. Esta produção foi realizada pela Channel 4, a mesma produtora de “Muito Além do Cidadão Kane” (Beyond Citizen Kane,1993)

A maior premissa do documentário britânico é apontar que o CO2 não foi e nunca será o motivo para as mudanças climáticas ao redor do planeta. Com bases em pesquisadas passadas, famosos cientistas e outros membros eminentes da ciência apresentam que o gás produzido pela nossa própria respiração não pode ser o grande influenciador do aquecimento global, pois as variações de CO2 na nossa atmosfera nunca estiveram relacionadas com a elevação ou queda da temperatura.

A campanha pela eliminação do gás carbônico do ar foi notadamente divulgada pelos meios de comunicação e estigmatizada como uma das principais soluções para o futuro do planeta. Com esse discurso sendo excessivamente repetido, a população mundial acreditou e nunca questionou a veracidade dos jornais e dos relatórios da ONU. O que o documentário mostra, entretanto, é que essa questão, diferente do que a maioria pensa, não é ambiental, mas uma teoria política que envolve as maiores potências e organizações mundiais dos países desenvolvidos.

O pânico gerado pelas imagens de derretimento das calotas polares e a seca em algumas regiões do mundo são apenas uma forma de manipular os cidadãos a favor da política vigente. Outros motivos relacionados são a economia e o crescimento de novos postos de trabalhos ligados às pesquisas sobre o aquecimento global, ou melhor, o “pensar verde” que se transformou um grande negócio em todo o mundo.

Essa “nova indústria” também visa manipular a economia global, como uma manobra de interesse dos países desenvolvidos. Ao refletir sobre todos os dados expostos no documentário, temos como certo um grande equívoco de pesquisa, contudo, eles não apresentam o outro lado. Não há réplicas. Se toda uma geração comprou a ideia ambientalista de que os seres humanos estão destruindo o planeta é porque a semente dessa ideologia foi bem plantada e porque alguém mostrou que esse caminho também poderia ser viável.

Os meios de comunicação têm uma grande parcela de culpa sobre a disseminação dessa ideologia e, atualmente, alguns jornalistas levantam a bandeira ecológica e discriminam qualquer forma de poluição do ar, como transportes e geradores de energia. Como apresentado no documentário, os maiores prejudicados são os países subdesenvolvidos, que não encontram apoio para a construção de indústrias e nem para o uso da energia elétrica. Os países mais ricos, conselheiros da ONU, limitam o desenvolvimento dos países com fontes de energias limpas e renováveis para não gerar um “colapso climático”.

Sabemos que os Estados Unidos não estão preocupados com a quantidade de CO2 lançada diariamente. Como prova dessa especulação, podemos citar o protocolo de Kyoto nunca assinado pelo presidente americano, pois não interessa ao país norte-americano o desaceleramento da sua indústria. Uma frase do filme que define bem essas questões é: “O aquecimento global é uma fábula de como o medo midiático se tornou a ideia definidora de uma geração”.

O documentário peca, no entanto, por tentar eximir todos os danos causados pelo dióxido de carbono na atmosfera. Por mais que os cientistas do filme afirmem que o maior produtor do gás são os seres vivos e o oceano, não podemos deixar de lado que o descaso ambiental tem trazido grandes consequências para a nossa qualidade de vida, como problemas de saúde e bem estar.

O sol é apontado como o grande vilão do aquecimento global e, consequentemente, dos desastres naturais, mas também é a fonte de vida dos homens na terra. Sabemos que o clima na terra passa naturalmente por mudanças cíclicas, mas é importante não concentrarmos essa discussão apenas entre vilões e mocinhos. Não podemos tirar a responsabilidade das ações dos seres humanos para as mazelas desse mundo. Apesar de não sermos os grandes causadores do aquecimento global, as pessoas ainda provocam queimadas, desmatam as florestas, poluem as águas e o ar, causando transformações no nosso ecossistema.

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Sobre Letícia Alassë

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, Editora e Crítica do blog Centro do Cinema e Translação de Culturas e idealista por convicção. Aos 27 anos tenta descobrir a melhor maneira para viver.

Publicado em 19/08/2012, em Cinema e marcado como , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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