Curta Metragem Live Action (Oscar 2012)

No próximo domingo, dia 26, conheceremos as produções premiadas pelo Oscar 2012, no entanto, até lá muito ainda pode ser especulado sobre os melhores em cada categoria. Como falei dos curtas de animação algum tempo atrás aqui no Translação de Culturas, resolvi também apresentar os curtas live action, que concorrem ao “prêmio máximo” do cinema. Muitas dessas obras passaram a ser conhecidas apenas por meio das indicações, na última terça-feira, dia 22, os filmes foram apresentados em Los Angeles para grandes plateias e os realizadores discutiram sobre o mercado dessa forma artística que geralmente é o pontapé inicial de novos cineastas.

Entre as produções concorrentes de Melhor Curta Metragem Live Action encontramos dois filmes irlandeses, um alemão, um americano e um norueguês. É difícil dimensionar acertos e erros nas produções, uns são mais originais, outras nem tanto e ainda tem aqueles que eu me pergunto o porquê da indicação. Segue os comentários sobre selecionados pela Acadêmia.

1. Pentecost (Irlanda, 2011)

O curta de 11 minutos apresenta o cômico dilema de um menino para assistir à final da Taça Europeia. Unindo a temática da religião e dos esportes, o diretor estreante e ator de teatro Peter McDonald conta a situação de um coroinha que durante a missa comete um erro e acaba acertando o sacerdote que preside o altar. Como castigo pelo ato, o pai do garoto o proíbe de assistir aos jogos de futebol, maior paixão do jovem . O centro da trama, no entanto, segue a missa atual, na qual se o menino fazer tudo direitinho conseguirá ser liberado do castigo e poderá assistir ao torneio.

Mostrando a importância da missa numa cidade pequena, o filme é de fácil identificação com várias outras culturas que tem o futebol como destaque. Bem elogiado e criativo, o curta é um forte concorrente à estatueta. Veja o trailer:

2. Raju (Alemanha, 2011)

Em pouco mais de 20 minutos acompanhamos o drama de uma casal alemão que viaja à Índia para adotar um menino de quatro anos, Raju. A trama se desenrola quando o garotinho, de repente, desaparece e o pai adotivo Jan vaga pelo submundo da cidade em busca do paradeiro do menino. Durante a sua peregrinação, o casal descobre que o órfã foi sequestrado por um orfanato para ser vendido para estrangeiros. Dirigido e co-escrito por Max Zahle com o escritor Florian Kuhn, o filme é o único sério e dramático dos indicados ao Oscar da categoria este ano e acredito que será o vencedor da estatueta. Dê uma olhada no trailer:

3. The Shore (Irlanda, 2011)

O segundo curta irlandês concorrente é de um veterano, o diretor Terry George também responsável pelos elogiados filmes Hotel Ruanda (2004) e Em Nome do Pai (1993). O cineasta, no entanto, não consegue empolgar os espectadores com a história de um irlandês que retorna a Belfast, após 25 anos nos Estados Unidos, com a sua filha e tenta se redimir do rompimento de uma amizade e de uma noiva abandonada. A reconciliação, entretanto, se torna uma situação cômica e um triângulo amoroso, dificultando o objetivo do visitante. Contudo os diálogos são pobres e o entendimento entre os personagens, plot da narrativa, deixa a desejar. São 31 minutos de belas paisagens, confira:

4. Time Freak (EUA, 2011)

Aposto que nem os realizadores, Andrew Bowler e  Gigi Causey, do curta esperavam concorrer ao Oscar, da mesma forma, eu me pergunto como ele conseguiu esta indicação. O curta é engraçado e divertido, merece um reconhecimento, no entanto, a produção não pode ser considerada um das melhores do ano passado. Durante 11 minutos, somos apresentados a Evan, criador de uma máquina do tempo, que sempre volta ao dia anterior. A parte cômica da história é representada pelo neurose do personagem principal,  que passa mais de um ano retornando ao mesmo dia para aperfeiçoar o encontro com cada pessoa com quem ele entra em contato. Fica por conta do seu amigo Stilman tentar dissuadi-lo dessa obsessão. Conheça um pouco do enredo:

5. Tuba Atlantic (Noruega, 2011)

O curta de 25 minuto apresenta a peculiar história de Oskar, 70 anos, que morrerá em seis dias. Sabendo do seu curto tempo, o personagem decide perdoar seu irmão, que vive do outro lado do Oceano Atlântico nos Estados Unidos, de uma desavença do passado. O objetivo de Oskar é somado também a vontade de eliminar as gaivotas do mundo por meio de metralhadoras e dinamites,  além de lidar com uma irritante garota do grupo “Jesus Club”, que pretende ajudá-lo a morrer. O filme é dirigido por Hallvar Witzø e escrito por Linn-Jeanethe Kyed com  um caráter divertido e engraçado, contudo a narrativa passa a impressão que faltou algo a acontecer. Acompanhe o trailer:

Quais são as suas apostas?

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Sobre Letícia Alassë

Jornalista formada pela Universidade Federal Fluminense, Editora e Crítica do blog Centro do Cinema e Translação de Culturas e idealista por convicção. Aos 27 anos tenta descobrir a melhor maneira para viver.

Publicado em 24/02/2012, em Cinema, Curta-Metragem e marcado como , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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